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Veja como os exercícios agem sobre o seu cérebro

Os exercícios provocam a liberação de todos nossos principais neurotransmissores assim como do BNDF, um fator neurotrófico que provoca o que chamamos de ?crescimento milagroso? do cérebro.

Publicada em: 30/04/2012



Para o neuropsiquiatra John Ratey nosso cérebro é como um músculo que adora ser usado e os exercícios o ajudam a se desenvolver. E ele fala com a experiência de um atleta que costumava jogar squash três vezes por semana, treinava para maratonas mas depois de problemas no joelho passou a frequentar a academia. Veja abaixo como as atividades físicas agem para melhorar o condicionamento físico do cérebro:

Os exercícios deixam o cérebro mais desperto e aumentam sua atividade elétrica, que indica a atividade geral de todas as células nervosas. Eles também usam mais células do cérebro do que qualquer outra atividade, o que faz com que ele esteja mais pronto para aprender.

Os exercícios provocam a liberação de todos nossos principais neurotransmissores assim como do BNDF, um fator neurotrófico que provoca o que chamamos de ?crescimento milagroso? do cérebro. O BNDF também ajuda o cérebro a funcionar de forma ótima, é um agente antidepressivo e ansiolítico e a mãe de todos os fatores de crescimento que fazem nossos cérebros se desenvolverem e prosperarem. A atividade física regular também aumenta o fluxo sanguíneo. Assim, o próprio cérebro apresenta um aumento na circulação e cria novas vias para sua irrigação, o que lhe fornece mais oxigênio e glicose, necessários para que ele funcione, além de criar novos caminhos para que ele se livre dos resíduos de seu funcionamento.

Estudos em vários países mostraram que as pessoas com atividade física regular têm menos chances de sofrer de ansiedade ou depressão. As pessoas que praticam esportes, ioga, exercitam-se ou até mesmo as que dançam regularmente estão menos sujeitas a incidentes de ansiedade ou depressão.

A atividade física regular pode ajudar a controlar vícios, porque muitas pessoas que estão em forma e mantêm um regime de exercícios regulares resistem melhor às tentações ou à tendência de se viciarem em todos os tipos de substâncias, além de se engajarem em comportamentos adictos. Os exercícios também já ajudaram muitas pessoas a abandonar os cigarros, álcool, jogos e o uso exagerado da internet e de videogames. Eles não apenas funcionam como substitutos para o vício como sua ação sobre a liberação de neurotransmissores, especialmente a dopamina, provoca uma diminuição na vontade de consumir drogas ou outras substâncias.

Os exercícios podem atuar como auxiliares no tratamento de desordem de déficit de atenção por provocar a liberação de neurotransmissores, norepinefrina e dopamina, que são alvos do uso de medicamentos estimulantes. Os exercícios são muito úteis para ajudar no tratamento do déficit de atenção e também melhoram a atenção de todas as pessoas. Eles agem diretamente sobre a rede de atenção que evoluiu para fazer com que nos movimentemos melhor. Quando começamos a nos movimentar nosso sistema de atenção está mais engajado para permitir que possamos continuar a nos mexer, mantendo nossa atenção focada por muito mais tempo.

Todos os tipos de exercícios, e não apenas atividades vigorosas, ajudam a revitalizar o cérebro. Este é um ponto que a maioria dos estudos mostra a utilidade a atividade física. A Clínica Mayo acaba de revisar 1,6 mil artigos sobre os efeitos dos exercícios na cognição, no pensamento e no aprendizado de cérebros envelhecidos e descobriu que todos apontam uma melhora nos resultados de testes com idosos. Há vários estudos agora mostrando que começar a se exercitar e continuar a praticar atividades físicas três a quatro vezes por semana por 40 minutos fazem com o cérebro se recupere e não deixa que ele continue a se degenerar. Então, é a única atividade provada e testada que pode evitar o declínio cognitivo e ao aparecimento de Alzheimer, por exemplo.

E a atividade física não tem que ser feita toda de uma vez só. Pode-se fazer diferentes períodos de exercícios durante o dia e ter os mesmos efeitos de uma atividade contínua. Quanto mais exercícios e mais tipos de atividade uma pessoa fizer, melhor. Sempre é melhor variar um pouco para ter melhores resultados tanto para o corpo quanto para a mente. Atualmente, a recomendação nos EUA é de que se pratiquem exercícios cinco vezes por semana durante uma hora, e em dois destes dias fazer com que a frequência cardíaca chegue a cerca de 75% do máximo, permanecendo neste nível por 30 a 40 minutos. E, à medida que envelhecemos, devemos acrescentar treinos de força para manter nossos músculos ativos e tonificados, já que eles tendem a se deteriorar com a idade.

Fonte: O Globo
Edição: A.N.
30/04/2012


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