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Solução simples contra emoções negativas existe, e não é fake news!

Pesquisadores sugerem que cerca de 45 minutos de exercícios vigorosos todos os dias pode reduzir significativamente as emoções negativas associadas à pandemia.

Imagem ilustrativa: Freepik

Publicada em: 23/07/2020



Se alguém te dissesse que existe um remédio capaz de levantar o astral, afastar o cansaço, melhorar o aprendizado, a vida sexual e ainda emagrecer, você provavelmente acharia que é fake news, certo? E se você ainda descobrisse que essa solução é barata e acessível a todos? Mais difícil ainda de acreditar, não é?

A atividade física é tudo isso e mais um pouco, mas nem todo mundo tem uma dimensão tão clara do quão variados são os benefícios dos exercícios para a saúde física e mental. Sempre menciono, seja em lives, seja nas mídias sociais, o quanto malhar beneficia a memória e o aprendizado, reduz a depressão e a ansiedade e até melhora a libido, o desempenho e o prazer no sexo. Claro que muitos até conhecem todas essas vantagens, mas perderam o ânimo ou vão deixar isso para depois. Então anote aí: não há melhor momento que o atual para recuperá-lo.

Um grupo de pesquisadores chineses conseguiu mostrar que cerca de 45 minutos de exercícios vigorosos todos os dias pode reduzir significativamente as emoções negativas associadas à pandemia. O experimento envolveu apenas 66 estudantes universitários que não puderam sair de casa por mais de três meses para cumprir as rígidas regras de isolamento social daquele país.

Os resultados, descritos no International Journal of Environmental Research and Public Health, não foram nenhuma surpresa: 85% estavam preocupados com a covid-19 e 42% relataram alterações no sono. A intensidade de sintomas de ansiedade e depressão aumentou conforme o número de mortes pela doença crescia na China.

Os pesquisadores utilizaram uma medida chamada MET (equivalente metabólico) para calcular o gasto de energia dos participantes, com base na atividade praticada, o tempo de duração e o peso corporal de cada um. Em média, os estudantes tiveram 355 METs de atividade física vigorosa por semana. Quanto mais alta essa medida, mais baixo era o escore de emoções negativas relatadas pelos jovens, como raiva, confusão, preocupação e agressividade.

No final da análise, foi possível identificar qual a quantidade de movimento capaz de interferir positivamente no emocional dos estudantes: cerca de 2.500 METs, ou seja, 108 minutos de exercícios leves, 80 minutos de atividade moderada, ou 45 minutos de atividades vigorosas todos os dias. Não é pouco, é verdade, mas talvez não seja tanto quanto o tempo gasto em frente às telas.

Outro trabalho recente, uma revisão de diversos estudos publicada na prestigiada revista médica The Lancet, também confirmou os efeitos da atividade física regular para neutralizar os efeitos do estresse constante a que as pessoas são submetidas numa quarentena. O estudo envolveu cerca de 3.000 pessoas saudáveis, com as mais variadas idades, e associou a prática de 150 minutos semanais de exercício a menos emoções negativas como raiva, tédio, medo, solidão, confusão e desesperança.

Diversos levantamentos têm mostrado que, desde que a pandemia começou, a maioria das pessoas têm andado menos. Para os mais idosos, essa tendência não apenas é perigosa para o humor, como também para a integridade física. Uma pesquisa de uma equipe da Universidade de São Paulo (USP), divulgada pela Sociedade Americana de Geriatria, alerta que dar menos de 1.500 passos por dia leva à perda de 4% do tecido muscular nas pernas em apenas duas semanas.

Embora os médicos aconselhem as pessoas a sair de casa só quando necessário, é preciso ficar atento à movimentação diária, até porque o sobrepeso e a obesidade têm se mostrado um fator de risco para complicações pelo novo coronavírus. Quem não quer ir para a rua pode retomar os exercícios que já estava acostumado a fazer dentro de casa (só cuidado para não se aventurar em novidades sem fazer uma avaliação física antes). O importante é encarar o movimento como um remédio que você tem de tomar todos os dias.

Fonte: UOL
Artigo: Jairo Bouer
Edição: C.S. 



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