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Diálogo ajuda a controlar consumismo das crianças

Uma boa conversa com as crianças é a melhor maneira dos pais evitarem transtornos na hora de decidir o presente de Natal.

Publicada em: 04/12/2009



Uma boa conversa com as crianças é a melhor maneira dos pais evitarem transtornos na hora de decidir o presente de Natal. Especialistas dizem que, se os pequenos insistirem em pedir algo que ultrapasse o orçamento da família, é preciso deixar claro o que pode acontecer com as finanças da casa.

O Papai Noel e um porquinho para juntar moedas também são grandes aliados para conter o impulso consumista dos pequenos. Citar o bom velhinho é eficiente em diálogos com menores de 6 anos, que ainda acreditam no mito, indica a especialista em educação financeira Cássia D?Aquino. Pelo bilhete, os pais já ficam sabendo se o presente desejado cabe ou não no orçamento.

Caso supere o orçamento, o segredo é argumentar com serenidade, sem destruir o mito. Vale lembrar que Noel tem muitas crianças a atender em todo o mundo, por exemplo. ?Por incrível que pareça isso faz total sentido para a criança. Porque você fala do ponto de vista dela?, conta Cássia.

Explique as restrições com carinho
Para crianças maiores, que já sabem que os pais fazem as compras, a especialista afirma que ?é sempre possível ponderar com suavidade e com delicadeza? ao discutir o presente. Eles devem argumentar que a família comprará presentes para outras pessoas e apontar as outras despesas afetadas pelo gasto excessivo ? a matrícula e o material escolar da criança, por exemplo. "Ele tem que fazer o filho ver que presente fará do Natal dele uma festa bacana. E sempre é o presente mais caro."

Elencar os prejuízos de um presente caro demais é também a dica da psicóloga Lais Pereira, do projeto Criança e Consumo do Instituto Alana. ?A criança precisa de limite?, orienta Laís. Segundo ela, os pais precisam esclarecer quando os filhos querem algo além das possibilidades, lembrando que fim de ano é época de viagem de férias, de passeios.

Mas Laís ressalta que essa orientação vai além do Natal. Ela defende que as crianças devem ser educadas para serem consumidores conscientes e que o diálogo sobre o valor do dinheiro deve ser algo constante. Ao levar as crianças para o shopping, é preciso combinar em casa o que vai ? ou não ? acontecer e cumprir o combinado. Se os pais dizem que não vão comprar nada, devem seguir a regra à risca.

Diversão longe das lojas
Para evitar falar muitos ?nãos? durante um passeio em um lugar que atiça a vontade de comprar, a recomendação é evitar os shoppings como pontos de diversão. Parques, praças públicas ou centros culturais são boas opções de lazer de baixo custo, onde o consumo está longe de ser a principal atração.

Para fazer a criança assimilar ao longo do ano a importância do dinheiro, Laís indica dar um porquinho para ela guardar as economias e ver em quanto tempo consegue satisfazer um desejo de consumo.

Pequenos mimos
Cátia pondera, no entanto, que muitas vezes a simplicidade do desejo das crianças pode surpreender os mais velhos. Ela acrescenta que, por mais simplório que seja o pedido infantil, ele não deve ser menosprezado. E lembra o caso de um menino que queria um pirulito de presente, o que deixou os pais inconformados. "Os pais têm que se tocar quando as crianças pedem tão pouco e segurar a onda e não sair atropelando a criança".

Ela diz também que é muito mais frustrante para os pais não conseguir dar algo que os filhos pedem do que para os filhos deixar de receber o presente pedido. Assim, não é preciso se endividar para ver as crianças contentes. "As crianças querem muito pouco", afirma Cátia.  "Os filhos vivem dizendo isso aos pais quando no dia seguinte ao Natal eles saem correndo pela casa brincando com as caixas de presente e balançando as fitas. Eles esfregam isso o tempo inteiro na testa dos pais. Os pais é que não se tocam.?

Fonte: Abril
Edição: C.P
04.12.2009


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