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TABAGISMO


Cigarro eletrônico é tão ruim quanto o tradicional

Muitas pessoas estão usando o cigarro eletrônico como alternativa ao cigarro tradicional, seja de forma recreativa ou por achar que ele é menos nocivo para a saúde.

Publicada em: 30/08/2019



Muitas pessoas estão usando o cigarro eletrônico como alternativa ao cigarro tradicional, seja de forma recreativa, para tentar se livrar do vício do cigarro ou por achar que ele é menos nocivo para a saúde. Conversamos com a cardiologista e especialista no tratamento do tabagismo Jaqueline Scholz sobre o assunto e tirou algumas dúvidas. 

O cigarro eletrônico pode ser um método para se livrar do vício do cigarro?
“Isso é mentira. O cigarro eletrônico também tem nicotina. Na verdade, a pessoa substitui a maneira de fumar, mas não deixa de usar [a nicotina]. O cigarro eletrônico também vicia”, alerta a cardiologista.

Ele é melhor que o cigarro tradicional?
“Não. Existem diferenças entre os dois (cigarro eletrônico e cigarro convencional). Basicamente, no convencional você tem o alcatrão, o monóxido de carbono e a nicotina e aromatizantes. Já o eletrônico tem nicotina (por isso a dependência), e os produtos líquidos: aromatizantes, glicerol e propileno glicol. Apesar de ter essas diferenças, os dois produtos fazem mal para a saúde”.

De acordo com a cardiologista, tanto o cigarro comum quanto o cigarro eletrônico trazem riscos para o nosso coração.

O que funciona para parar de fumar?
Antes de mais nada, a pessoa precisa querer parar. “Existem várias estratégias. A pessoa pode tentar por conta própria e, se não conseguir, deve procurar ajuda. O tabagismo é uma doença, é uma dependência e só motivação às vezes não é suficiente”. A boa vontade é necessária, mas o tratamento certo ajuda a diminuir a angústia causada pela falta do cigarro. O tratamento de tabagismo dura três meses.

Só com o remédio a pessoa consegue deixar de fumar?
A cardiologista explica que o remédio faz parte do tratamento. O paciente precisa também estar motivado. “Os remédios diminuem o sofrimento e a dor de parar de fumar. Além disso, tem o acompanhamento”.

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Fonte: G1
Edição F.C.



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