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Universidade brasileira se fecha para o mundo

O desafio é fazer as duas coisas ao mesmo tempo: ampliar o acesso local e internacionalizar.

Publicada em: 28/06/2011



Se você está na universidade, faça o teste. Conte quantos alunos ou professores internacionais existem na sua instituição. Provavelmente, a resposta vai ser nenhum ou poucos. As universidades brasileiras são muito fechadas para o mundo: difícil para quem é de fora vir para cá.

Quem já visitou uma universidade nos EUA ou na Europa sabe que a situação é diferente. Existe uma batalha pela "internacionalização". As escolas competem por professores e alunos no mercado global. Afinal, muitas das inovações tecnológicas dos EUA, por exemplo, foram feitas por "forasteiros".

Sergey Brin, do Google, é russo; Jerry Yang, do Yahoo, é taiwanês; o fundador do eBay, Pierre Omidyar, é franco-iraniano. Há relação direta entre universidades, estrangeiros e inovação.

É claro que o Brasil ainda luta para abrir espaço para seus próprios jovens. Só 20% estão na universidade (são 43% no Chile e 61% na Argentina).

Mas o desafio é fazer as duas coisas ao mesmo tempo: ampliar o acesso local e internacionalizar. Ninguém disse que seria fácil ser potência emergente!

Um bom primeiro passo é prestar atenção ao básico. A maioria dos sites estão só em português. Vale traduzir um mínimo. Professores estrangeiros também se surpreendem com a dificuldade em reconhecer seus diplomas.

O de Harvard precisa ser "revalidado", o que pode levar meses ou anos. Além disso, os principais rankings globais exigem internacionalização.

Saldo: apesar dos centros de excelência, nossas universidades acabam mal posicionadas. É claro que o esforço não pode ser isolado. Precisa acompanhar o desenvolvimento do país.

Só que já crescemos nos últimos 16 anos, e a questão continua a não ser pensada.


Fonte: Folha de S. Paulo
Edição: F.C.
28.06.2011



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