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FESTA PAGÃ


Um pouquinho de história: Esse carnaval é igual àquele que passou

Publicada em: 21/02/2006



As celebrações do carnaval remontam ao século XI.  Já no Brasil a festa aportou no século XVI, com a chegada do entrudo, trazida pelos portugueses. A brincadeira consistia na saída das pessoas às ruas onde melavam os outros, dando banhos de água mal cheirosa. Em comparação com os dias de hoje, o entrudo pode ser considerado a versão antiga do atual “mela-mela”, ainda presente em muitas cidades do interior do país.

Os festejos chegaram a Portugal entre os séculos XV e XVI, com o nome de entrudo, já que ocorria nos dias anteriores à Quaresma. O evento tinha uma forte característica gastronômica e era marcado por brincadeiras de extrema violência.

Ao aportar no Brasil, o entrudo era tão violento quanto o português, tanto que, por volta de 1850, ele passou a ser reprimido pelas autoridades policiais. Foi justamente nesse período que a festa começou a se diferenciar, entre o Carnaval de Salão (para os indivíduos de classe média e alta) e o Carnaval de Rua (para os de classe baixa).

A história mais antiga conta que o Carnaval surgiu de manifestações populares anteriores à era Cristã, na Itália, denominadas saturnálias, em homenagem a Saturno. Com a expansão do Império Romano, essas festas, difundiram-se pela Europa.

No início da era Cristã, com a solidificação do poder da Igreja na sociedade, tais comemorações pagãs passaram a ser censuradas e limitadas ao período anterior à Quaresma. Os italianos passaram, então, a denominá-los de Carnevale, indicando que se podia "abusar da carne", ou seja, podia-se "fazer tudo o que se tinha vontade" nesse período, pois os pecados seriam perdoados na 4ª feira de cinzas.

Nos dias atuais a festa de momo acontece tanto na rua, “unindo” ricos e pobres, quer seja na festa do "axé" em Salvador, onde a tradição são os abadás (fantasia do brincante) e trios elétricos, quer seja nos desfiles das escolas de samba que unem o luxo e favela nos grandes espetáculos feitos para TV e turistas no eixo Rio-São Paulo. Mas no resto do país, a festa pagã também resiste nos bailes em clubes ou festas na rua, na brincadeira do “mela-mela” nas cidades do interior e nos desfiles de médias e pequenas agremiações que lutam pela manutenção do “espetáculo” e do espírito de alegria.

Entretanto, pesquisadores da história do Carnaval como Christiano Câmara dizem que a festa dos dias atuais está parecida com suas origens. Isso pelo lado ruim, pois não há música específica, nem adereços, nem a jovialidade, a espontaneidade, a ânsia de extravasar nos três dias. As brincadeiras caíram para o lado da bebedeira, da violência e do sexo. Isso após um período de refinamento, no modo de brincar, de cantar e de compor, que para o pesquisador teve o apogeu na década de 30, quando surgiram as verdadeiras músicas de carnaval, como o marco "Taí", do médico Joubert de Carvalho, gavado por Carmem Miranda.

 



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