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PRESENTEÍSMO


Presente no ambiente de trabalho, porém, mental e emocionalmente ausente

Publicada em: 06/06/2006



Ir todo dia ao trabalho, se sentar em frente ao computador e atender a ligações telefônicas não significa, necessariamente, que você está ali.

Incoerência?

Não - isso se chama "presenteísmo", ou seja, estar fisicamente presente no ambiente de trabalho, porém, mental e emocionalmente ausente. Ou seja, você está ali, mas não consegue produzir como deveria.

Este é um problema que vem ocorrendo atualmente dentro das empresas e que tem chamado a atenção daqueles que atuam na área de Gestão de Pessoas. E para quem vive isso, a situação também não é nada agradável. Em geral, são colaboradores tomados pelo desânimo, com níveis de estresse alto, e que sofrem conseqüências físicas e emocionais que podem contaminar, de maneira negativa, toda a equipe.

Pesquisas indicam que o "presenteísmo" causa mais queda de produtividade do que a ausência da pessoa. E é difícil quantificar o estado físico e emocional de estar "mais ou menos presente"; sabemos apenas que os problemas decorrentes do estresse consomem cerca de 3% do PIB - Produto Interno Bruto –, contabilizando afastamentos e tratamentos médicos. O "presenteísmo" está, ainda, entre as causas de Burnout, o nível devastador de estresse que pode levar à depressão e até mesmo ao suicídio. Nesta situação, o colaborador se sente, literalmente, sem saída.

O quê fazer diante desta situação?

Acredito que deve haver um movimento de mão dupla, tanto das empresas quanto das pessoas. Cada um precisa fazer uma auto-avaliação constantemente e colocar na balança a medida do prazer e também da insatisfação da sua opção profissional. Muitas vezes esta pressão precisa ser dividida com um terapeuta, por exemplo.

É bom lembrar que nem sempre a infelicidade no trabalho significa que é necessário mudar tudo; o problema pode ser causado pelo excesso de estresse, e isso tem solução! As empresas também podem ajudar com programas de qualidade de vida efetivos, que consigam mapear e monitorar o nível de estresse e de satisfação de seus colaboradores.

Se você se encontra nesta situação, vale a pena lembrar: trabalho não combina com infelicidade. E uma situação de "presenteísmo" também não se altera de um momento para o outro. As soluções não são mágicas, rápidas e nem simples - elas passam por uma avaliação de você mesmo e do ambiente de trabalho em que você vive. Os resultados, com certeza, são gratificantes para todos, mas principalmente para você!

Por Ana Maria Rossi

Fonte: Catho Online



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