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Não existe algo como excesso de informação

As tecnologias da era da internet duplicam a quantidade de dados comerciais a cada 1,2 ano. Decisão baseada em dados aumenta produtividade.

Publicada em: 09/05/2011



O excesso de informação é dor de cabeça para indivíduos e desafio para empresas. As companhias estão nadando, ou talvez se afogando, em ondas de dados -com a sofisticação do rastreamento por computadores de remessas, vendas, fornecedores e clientes, assim como e-mails, tráfego na web e comentários em redes sociais. Essas tecnologias da era da internet duplicam a quantidade de dados comerciais a cada 1,2 ano. Mas a explosão de dados também é uma oportunidade. Em uma economia moderna, a informação deve ser o principal ativo -a matéria-prima de novos produtos e serviços, decisões mais inteligentes, vantagem competitiva para empresas e maiores crescimento e produtividade.

Existe alguma evidência real de uma "recompensa dos dados" no mundo corporativo em geral? Uma nova pesquisa liderada por Erik Brynjolfsson, um economista da Escola de Administração Sloan do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, sugere que os princípios já são visíveis.

Brynjolfsson e seus colegas Lorin Hitt, professora na Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia, e Heekyung Kim, estudante de graduação no MIT, estudaram 179 grandes empresas. As que adotaram "tomada de decisões conduzida por dados" alcançaram uma produtividade 5% a 6% maior do que se poderia explicar por outros fatores, disseram os pesquisadores.

No estudo, a tomada de decisões conduzida por dados foi definida não apenas por coletar dados, mas também por como eles são usados -ou não- para tomar decisões cruciais como criar ou não um novo produto ou serviço. A diferença central, segundo Brynjolfsson, é entre as decisões baseadas principalmente em "dados e análises" ou nas artes tradicionais da administração de "experiência e intuição".

Um aumento de 5% na produção e produtividade, ele diz, é significativo para separar vencedores de perdedores nas indústrias. As companhias que são orientadas por análise de dados, diz Brynjolfsson, são "precursoras de uma tendência de como administradores tomam decisões".

Brynjolfsson enfatiza que a disseminação dessa tomada de decisão está apenas começando, apesar de o surto de dados ter começado há uma década. Esse padrão é conhecido na história. "Nunca é a pura tecnologia que faz a diferença", diz Robert J. Gordon, economista da Universidade Northwestern, em Chicago. Historicamente, nota Gordon, a produtividade desaparece quando a inovação baseada em tecnologias fundamentais se esgota.

A máquina a vapor e as ferrovias propulsionaram a primeira revolução industrial, ele diz; a segunda foi movida pela eletricidade e o motor a combustão interna. A internet, segundo Gordon, se qualifica como a terceira revolução industrial, mas deverá durar menos que as duas anteriores.

A indústria de software está fazendo uma grande aposta de que a tomada de decisões conduzida por dados, descrita na pesquisa de Brynjolfsson, é a onda do futuro. O impulso para ajudar as empresas na busca de padrões nos dados que as envolvem criou uma indústria em crescimento no que é conhecido como software e serviços de "inteligência empresarial" ou "analíticos".

"A maior mudança que as empresas enfrentam é a explosão de dados", diz David Grossman, um analista de tecnologia na Stifel Nicolaus. "O melhor negócio é ajudar os clientes a analisar e administrar todos esses dados."


Fonte: The New York Times
Edição: F.C.
09.05.2011



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