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DEDICAÇÃO


Na educação dos filhos não existe mágica

A educação dos filhos só acontece com a dedicação dos pais, tempo e muita, mas muita, paciência.

Publicada em: 18/07/2007



Não existe mágica, Educação dos filhos só acontece com a dedicação dos pais, tempo e muita, mas muita, paciência. Educação não é função da escola; é dos pais.

Todos os pais querem que seus filhos sejam educados, gentis, inteligentes e principalmente gozem de prestígio, consideração dos colegas, professores e orientadores. Esse sonho partilhado por todos reserva apenas uma parte como possível e o restante sempre será apenas um desejo distante do ideal.

Não podemos esquecer que somos humanos e muito mais limitados do que gostaríamos e com certeza nossas “crias” também o são.  Estar atentos as nossas expectativas é adequar sonho a uma realidade viável entendendo que cada dia podemos ser melhores.

Os pais sempre dividiram com a escola muitas de suas responsabilidades em uma parceria que cresceu e se aprimorou, mas a educação e seus desdobramentos é e sempre será função dos pais. Aos pais cabem os padrões, os limites e os costumes que norteiam aquela família e sua história. A forma como uma criança se comporta na escola, como se dirige aos colegas e professores e até mesmo como faz suas lições e arruma seu material, diz muito dela, dos hábitos de sua casa e de seus pais.

Todos os dias os pais são denunciados pelas atitudes de seus filhos, positivas ou não e o panorama desta denúncia não é bom. As crianças e adolescentes estão menos educados a cada ano.

As razões para a falta de educação que envolve postura, costumes e respeito por tudo e todos, de crianças e adolescentes, são várias: seus pais estão cada vez mais ocupados, ausentes,  cansados, irritados, desatentos e  estressados  com a luta pela sobrevivência e o sucesso de suas carreiras, além da TV e da Internet terem assumido, na ausência dos responsáveis, o papel de educador e orientador para todos os assuntos.

Nada contra os meios de comunicação. A questão é que eles têm um limite muito curto e a educação, amparada dessa forma, ficou do mesmo tamanho. Os pais têm dificuldade de se impor a seus filhos, de fazê-los respeitar as figuras de autoridade, de dar limites e com isso os filhos se relacionam com o pouco que tem nesta bagagem.
 
E a escola?

A escola é uma parceira poderosa, mas como tal tem grandes limites. Sem os pais por perto, os filhos passam a se educar com o que observam, com o pouco que ouvem e muito copiando aqueles que o cercam. A “rua” que compreende o clube, a casa dos amigos, as viagens, a turma do esporte e da escola, sempre foi a “escola” de muitos, porém não há nenhum problema nisso, mas hoje temos às vezes, pouco acesso a esses lugares, aos amigos e somente o nosso “achometro” de que tudo esta bem não uma é garantia.

Tem muita gente que se diz educada em seus relacionamentos e hábitos que na rua se transforma e expurga todas as suas loucuras e desafetos. Todos que lidam com crianças e adolescentes concordam que a diferença entre crianças que tem seus pais atentos a sua educação e aquelas cujos pais não podem se dedicar ou não valorizam muito esse aspecto como diferencial é muito grande.

Preparar o filho para o mundo envolve aculturá-lo e desenvolver suas competências intelectuais com uma boa escola e algum acesso a cultura e educá-lo com bons hábitos que preservem sua sanidade física e emocional, ou seja, bons costumes, boa alimentação, asseio , respeito próprio e ao outro , regras básicas de bom convívio social (por favor, muito obrigado, com licença...),  noções de limite (o NÃO coerente educa e muito),  um lazer com apelo cultural de vez em quando (cinema, teatro, exposições, as crianças adoram e os jovens acostumados também), além de uma boa dose de bom humor,  carinho e atenção.
 
Muito difícil?

Provavelmente você já esteja fazendo muito do que citamos, mas não deu conta do quanto isso representa. Seu filho é como um radar, absorvendo tudo a sua volta e quando o “tudo” tem uma certa qualidade o resultado sempre será muito bom.
Atenção não é medida em horas e minutos, mas em disposição para ouvir e conversar, é interesse na rotina e nas necessidades. Poucos minutos de uma atenção verdadeira e disponível representam horas de prestígio gozadas pelos pais.
Educar cansa, é chato, repetitivo e para se verificar o resultado leva-se anos, mas é um diferencial que prepara para a vida e qualifica qualquer um para buscar sua
felicidade.

Por Silvana Martani – Psicóloga
Fonte: Matéria Prima Assessoria de Imprensa
Edição: A.C.L
18.07.2007
 

 



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