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ÁLCOOL


Como se define o uso, abuso e dependência do álcool?

Quando se fala dos problemas relacionados com o álcool é importante distinguir os termos uso, abuso e dependência.

Publicada em: 08/06/2007



Quando se fala dos problemas relacionados com o álcool é importante distinguir os termos uso, abuso e dependência. A palavra uso refere-se a qualquer ingestão de álcool. A Organização Mundial de Saúde (OMS) usa o termo baixo risco de uso de álcool para se referir à ingestão de álcool dentro dos parâmetros médicos e legais, que geralmente não resulta em problemas relacionados à bebida. O abuso de álcool é um termo geral para qualquer nível de risco, desde a ingestão aumentada até a dependência do álcool. O abuso de álcool pode produzir danos físicos ou mentais à saúde, mesmo na ausência de dependência.

Já a dependência ao álcool é uma síndrome que consiste em sintomas relacionados ao funcionamento mental, comportamentais e psicológicos. O diagnóstico da dependência do álcool dever ser feito apenas se três ou mais das seguintes situações foram experimentadas ou exibidas durante um período de 12 meses:

• Forte desejo ou senso de compulsão para beber;
• Dificuldades em controlar a ingestão de álcool, em relação ao seu início, término, ou nível de uso;
• Alteração psicológica quando o uso de álcool é cessado ou reduzido, ou o uso de álcool para aliviar ou evitar sintomas de alterações psicológicas.
• Evidência de tolerância, como doses cada vez maiores para atingir os mesmos efeitos causados pelas doses menores anteriores;
• Perda progressiva de interesse por atividades antes realizadas ou por outras fontes de prazer devido ao uso do álcool;
• Uso contínuo mesmo com claras evidências das conseqüências danosas.
• A dependência ao álcool afeta uma pequena, mas significativa, proporção da população adulta em muitos países (cerca de 3 a 5%), mas o abuso e uso arriscado do álcool geralmente afetam grande parte da população (15%-40%).

Quais os níveis de risco do consumo de álcool?

Assim como a identificação da condição de uso prejudicial ou dependência, é igualmente importante a compreensão do padrão de uso do álcool que produz riscos. Algumas pessoas podem ingerir a quantidade de álcool recomendada, mas em ocasiões particulares bebem em excesso. Tal ingestão pode alcançar o ponto de intoxicação de forma aguda e levar ao risco de lesões, violência e perda do controle, afetando outros e a si mesmos. Outras pessoas podem beber excessivamente de forma regular e, tendo estabelecido uma tolerância aumentada para o álcool, podem não apresentar um grande aumento nos níveis de álcool no sangue. Porém, o consumo excessivo crônico apresenta riscos a longo prazo, como lesões no fígado, certos cânceres e distúrbios mentais.

Quais os efeitos da ingestão excessiva de álcool?

Abuso do álcool pode trazer várias doenças graves
O abuso do álcool pode trazer inúmeros efeitos em todo o corpo, incluindo alteração do comportamento e várias doenças graves como:

• Agressividade, irritação, violência, depressão e nervosismo;
• Dependência ao álcool;
• Perda de memória;
• Envelhecimento precoce;
• Câncer de boca e garganta;
• Resfriados freqüentes, risco aumentado de pneumonia e outras infecções;
• Fraqueza do músculo cardíaco, insuficiência cardíaca, anemia;
• Câncer de mama;
• Doença do fígado, deficiência de vitaminas, sangramentos intestinais, inflamação do estômago e pâncreas, úlceras, vômitos, diarréia e desnutrição;
• Tremor nas mãos, nervos dolorosos;
• Impotência sexual nos homens;
• Risco de malformação e bebês de baixo peso em mulheres grávidas.
• Quais as recomendações para o consumo de álcool?

É recomendado não ingerir mais de dois drinks por dia, e até menos, caso haja uma tendência a sentir os efeitos do álcool com um ou dois drinks. Um drink padrão equivale a aproximadamente uma latinha de cerveja (330 ml a 5%), uma dose de whisky, gin ou vodka (40 ml a 40%), uma taça de vinho (140 ml a 12%) ou uma pequena taça de licor ou aperitivo (70 ml a 25%). Para minimizar o risco de desenvolver dependência, deve-se sempre evitar ingerir bebida alcoólica pelo menos dois dias na semana, mesmo que em pequenas quantidades. Recomenda-se também evitar a intoxicação aguda, que pode resultar de apenas dois ou três drinks em uma única ocasião.

É importante lembrar que existem situações nas quais mesmo um ou dois drinks já podem ser excesso, como por exemplo quando se vai dirigir ou trabalhar com máquinas pesadas e durante a gravidez ou aleitamento.

É recomendada a abstinência total para pessoas com as seguintes condições:

• História de dependência de álcool ou outras drogas no passado;
• Pessoas com doença mental grave atual ou passada;
• Mulheres grávidas;
• Pessoas em uso de medicamentos que requerem o não uso do álcool;
• Falhas na tentativa de reduzir o consumo de álcool;
• Doença do fígado ou pressão alta;
• Presença de tremores pela manhã durante os períodos de ingestão excessiva.
• Existem situações que podem levá-lo a ingerir grandes quantidades de álcool, como aquelas em que outras pessoas estão bebendo e esperam que você também beba (festas, saídas após o trabalho, etc); sentir-se entediado ou deprimido, especialmente nos finais de semana; após uma briga de família; sentir-se sozinho em casa. É importante identificar as situações que o levam a ingerir grande quantidade de álcool e tomar algumas medidas para evitá-las, como encontrar outras atividades (por exemplo, exercícios físicos), limitar o número das saídas após o trabalho para beber com os amigos, e procurar sempre ingerir a quantidade recomendada.


Fonte: Bibliomed
Edição: F.C.
08.06.2007



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