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ELEIÇÕES 2010


A Grande Batalha

As decisões de voto tomadas quando o cenário está indefinido tendem a fazer com que as pessoas obedeçam ao "instinto de rebanho", seguindo a direção que toma a manada, fugindo da angústia da incerteza.

Publicada em: 09/09/2010



No Piauí a batalha eleitoral envolvendo a campanha política para escolha do próximo governador do Estado está chegando ao final. Embora estejam ocorrendo algumas modificações nos indicadores estatísticos de preferências dos eleitores, levantados pelos institutos de pesquisa, não se pode fazer qualquer previsão confiável sobre qual será o desfecho desta campanha, com a qual o destino e seus caprichos parecem ter decidido brincar até o último momento.

A interpretação de cenário do atual momento político no Piauí (ao contrário do que se observa na eleição para presidente) se parece muito com aqueles testes de percepção nos quais você pode, seja visualizar um pássaro, seja uma pessoa, ou uma árvore.

Agora o que melhor se aplica a este momento poderá ser encontrado na "teoria dos jogos", se alguém desejar adotar alguma base científica na tentativa de prever os próximos lances deste embate.

Se individualmente a capacidade humana de tomar decisões sensatas é pouco usual, imaginemos como tal atributo tornar-se mais raro ainda quando esta decisão é coletiva! Sim, as decisões de voto tomadas quando o cenário está indefinido tendem a fazer com que as pessoas obedeçam ao "instinto de rebanho", seguindo a direção que toma a manada, fugindo da angústia da incerteza.

Nestas situações os instrumentos de comunicação de massa, já tão poderosos na indução dos comportamentos coletivos, ganham ainda mais proeminência. Portanto, todas as apostas dos 3 candidatos ao cargo de governador deverão ser feitas no palco que terá, daqui por diante, o poder de definir o vencedor: a TV !


Uma pesquisa recente do DataFolha mostra bem a hegemonia da televisão no processo de condução das escolhas na reta final das campanhas eleitorais: 65 % dos eleitores fazem suas escolhas a partir daquilo que os candidatos lhes mostram e dizem na TV. Só 12 % dos eleitores definem aqueles que receberão seus votos a partir do que vêem nos jornais ou na internet, enquanto que o rádio fica em terceiro lugar (7 %). As conversas com os familiares, amigos e colegas de trabalho só participam com 6 % do poder de definição das escolhas.
 
Portanto, nesta corrida de 100 metros rasos que serão os próximos vinte dias, o próximo governador do Piauí deverá ser aquele que melhor se apresentar nas telas da TV. Aquele com o qual o eleitor se identificar (dizendo-se: "este é igual a mim"); aquele que for capaz de evocar emoções e sonhos; aquele que for ousado e parar de pedir "vote em mim", será o vitorioso !

José Cerqueira Dantas

Edição: F.P.

09/09/2010



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