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Eis, então, o riso-remédio!

Publicada em: 12/03/2005



Estudo confirma que rir faz bem ao coração


Dois estudos apresentados nesta terça-feira (8), no congresso anual da Sociedade Americana de Cardiologia (ACC), indicam que o riso faz bem ao coração, enquanto que a depressão aumenta os riscos de problemas cardíacos e de mortalidade. Ambos os estudos, realizados por pesquisadores das universidades de Maryland e da Carolina do Norte, assinalam a influência direta dos factores psicológicos na saúde humana.

 

Segundo Michael Miller, da Universidade de Maryland, "a amplitude da alteração observada no endotélio (tecido que recobre a parede interna dos vasos) nas pessoas que riem é semelhante à que teriam numa

 

atividade física intensa". Isso não significa, porém, que o riso seja um substituto do exercício físico regular para manter a saúde cardiovascular, advertiu. "Trinta minutos de exercício, três vezes por semana, e 15 minutos de riso todos os dias são muito bons para o sistema vascular", afirmou.

 

O outro estudo, coordenado por Wein Jiang, da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, concluiu que a depressão --causadora muitas vezes de um estilo de vida nocivo à saúde (tabagismo, álcool e abuso de medicamentos)-- aumenta em 44% os riscos de mortalidade.

 

"Esta associação adversa da depressão a uma maior mortalidade é independente de outros fatores, incluindo a idade, o casamento, as funções cardíacas e as causas básicas dos problemas cardíacos", afirmou Jiang, que examinou mais de mil doentes cardíacos para determinar o seu nível de depressão.

 

Ainda não é clara a razão, acrescentou, mas os pacientes com depressão abstêm-se em geral de fazer exercícios físicos ou de tomar os seus medicamentos de forma adequada. "Da mesma forma, esses pacientes também tomam decisões nocivas à saúde, nomeadamente em relação à dieta ou ao consumo do tabaco", afirmou.

 

Fonte - Folha Online

 

 

Riso-remédio

 

Então está criado o "riso-remédio", a risoterapia! E a especialidade médica "risologia" logo irá surgir !

 

É impressionante, cientistas americanos por vezes publicam "descobertas" absurdas: RIR É BOM PARA A SAÚDE ! e recomendam os pesquisadores que os clientes riam 15 minutos por dia, para gozarem de boa saúde.

 

Imagine só, então: o médico prescreve  -> rir 15 minutos por dia (5 minutos pela manhã, depois do café; 5 minutos à tarde, após o almoço; e 5 minutos à noite, antes de deitar-se). E se um cliente mais entusiasmado resolver sorrir de uma tirada só, em dose única, 15 minutos sem parar, cronometrados pela esposa? E se o riso só durar 13 minutos, como ficarão os resultados terapêuticos dessa subdose do remédio ? E naqueles dias em que o cliente não estiver afim de rir de jeito nenhum, pode pedir que alguém lhe faça cócegas nos sovacos durante 15 minutinhos? E se logo após a sessão de riso ele se danar a chorar, também por 15 minutos, os efeitos mágicos do riso recente irão se apagar ?

 

E quanto tempo vai demorar, até que a indústria farmacêutica divulgue, na capa da Veja, as vantagens do miraculoso "gás hilariante" da Pfizer (o “Risagra”), fornecido nas doses de 5, 10 e 15 mg., que é tiro e queda: 10 minutos após a ingestão, independente de qualquer estímulo, desencadeia-se um acesso de riso sardônico com duração de exatos 15 minutos?  

 

E se alguém, o chefe na empresa em que trabalha, por exemplo, ao vê-lo rindo à toa, achar que o cabra ficou maluco de vez e tacar-lhe uma demissão, ele fará o que com o médico que lhe receitou tão maldita porção ?

 

Não precisamos ser cientistas para sabermos que a felicidade verdadeira produz o riso real, sincero, um santo remédio. E que o riso falso, encomendado, nada mais é que uma máscara ridícula. O riso de plástico, o riso de receita, o riso com um interesse, o riso cronometrado, só se justifica no profissional do riso, mas não cura ninguém de nada. Pois se curasse, o humorista de TV, o palhaço de circo e o político populista não adoeceriam, não morreriam jamais.

 

 

 

José Cerqueira

jcerqueira@uol.com.br



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