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ADOLESCENTES


O tempo livre X as atividades extras do seu pré-adolescente

Seu pré-adolescente tem horas vagas para fazer o que quiser (ou não fazer nada) durante a semana?

Publicada em: 02/02/2018



A rotina está voltando ao normal, as aulas recomeçando e o quebra-cabeça de organizar a agenda do seu filho está aí. Todo começo de ano é aquela loucura de encaixar as aulas do colégio mais as atividades extras mais o transporte mais o horário da lição no dia a dia da família. Mas e o tempo livre? Seu pré-adolescente tem horas vagas para fazer o que quiser (ou não fazer nada) durante a semana? Sabia que elas são tão importantes quanto o tempo de aprendizado? O pediatra Daniel Becker explica que não é porque seu filho deixou de ser pequeno que não precisa mais brincar. Precisa – e muito. É dessa forma que eles seguem desenvolvendo diversas habilidades e aprendendo a regular suas emoções. Para isso, tempo livre é fundamental. Sabemos, porém, que às vezes as atividades extras são necessárias para fazer o dia a dia dar certo ou são pedidos dos próprios.

É impressionante o que pode acontecer nesse tempo vago: inventar as mais diversas brincadeiras, criar poções mágicas ou obras de arte, desenhar até cansar, cuidar das suas diversas “filhas” (bonecas de todo tipo: bebês, barbies, de pano, pollys, american girl, não importa...), escrever e encenar peças de teatro, ler muito e, manter um diário... Se estivesse com a agenda lotada não conseguiria fazer nem a metade! 

Uma pesquisa recente nos Estados Unidos mostrou que a maioria das atividades dos pré-adolescentes fora da escola envolve tecnologia: 48% dos tweens de 9 a 12 anos jogam videogame nas horas livres e 25% passam o tempo nas redes sociais. Para compensar esse tempo de tela, Becker sugere o seguinte: se o seu filho gasta duas horas se divertindo e se relacionando no mundo digital, deve passar duas vivendo no mundo real - brincando no clube, na praça ou no playground do prédio, com jogos de tabuleiro ou de ciências, convivendo com amigos “de carne e osso”. Não é porque eles estão crescendo que não precisam mais do toque, do abraço, do olho no olho, do carinho, seja dos pais ou dos amigos. Muitas vezes eles morrem de vergonha daquele beijo de tchau na porta no colégio mas, no fundo, sentem-se amados e cuidados.


Fonte: O Globo
Edição: F.C.



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