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CUIDADOS


O guia dos pés saudáveis (e sem dor)

Aprenda a conhecê-los direito, respeitá-los e, claro, conservá-los sem aperto.

Publicada em: 08/06/2018



Se tem alguém que vai aguentar você o resto da vida é ele. Ou melhor, eles. Acontece que nem sempre damos bola aos nossos pés. E há várias características e situações que merecem ser conhecidas para não descuidarmos deles — o que pode servir de pontapé inicial para dores, cansaço, má postura…

Para começar: você sabia que é comum ter um pé maior que o outro? É o que mostra uma pesquisa realizada pelas Pés Sem Dor, fabricante de palmilhas que analisou as medidas de 37 mil brasileiros. Mais de 90% das pessoas tinham uma diferença ao menos milimétrica entre os pés esquerdo e direito, sendo que em quase 30% a variação era mais significativa — até 2 centímetros.

Isso não é motivo de alarde, mas deveria pesar na hora de escolher o sapato, por exemplo. E não é só tamanho. O formato dos pés, o tipo de sola, a pisada… Em tese, essas características individuais têm de ser levadas em conta para os pés (e você) não penarem depois.

Tamanho é documento
 “Ocorre que geralmente compramos o calçado de acordo com o pé menor, o que pode causar incômodo e, no longo prazo, favorecer problemas como joanetes”, aponta Mateus Martinez, diretor de fisioterapia.

Descubra o tamanho correto para cada tipo de calçado:

Sapato Social: O correto é que ele seja 0,7 cm maior que o pé, tendo um espacinho entre a sua ponta e o dedão. A flexibilidade também é importante. Se for duro e apertado, é quase certo que vai gerar dor, bolhas e calos.

Tênis: O modelo ideal tem 1,5 cm a mais que o pé. Essa folga permite que ele se acomode e absorva impactos. Mas cuidado com os modelos largos, que afetam a estabilidade e favorecem lesões. E evite aqueles com amortecedores gigantes.

Cada um com a sua pisada
O jeito que o pé toca no chão é determinado por estruturas normalmente consolidadas na infância — e influenciadas por um estilo de vida mais ou menos ativo. “Pisadas pronadas ou supinadas demais nos preocupam, pois afetam não só os pés, mas também as articulações dos tornozelos, joelhos e quadril”, observa o educador físico Júlio Serrão, professor de biomecânica da Universidade de São Paulo. Calçados e palmilhas visam corrigir os desequilíbrios e prevenir problemas futuros.

Com a manutenção em dia
Nossos meios naturais de transporte precisam de cuidados constantes. Entra na lista não só a higiene básica como também estímulos para que a musculatura e a circulação sanguínea fiquem devidamente ativas. Permanecer um tempinho descalço ajuda a manter o pé firme para suportar impactos por mais tempo, sem contar que o hábito dá uma arejada na região, que costuma viver presa na umidade e na escuridão dos calçados.

Alguns cuidados básicos que você deve ter:

Unhas aparadas: O certo é cortá-las em formato reto, sem que os cantos, especialmente os do dedão, fiquem arredondados, e sempre preservar a cutícula ao redor.

Lava e seca: Depois da água e do sabão, certifique-se de que os dedos estão bem secos passando a toalha entre eles. Se o pé sua demais, dá para recorrer a talcos.

Sessão de massagem: Pressionar os pés com os dedos das mãos facilita o retorno do sangue para o coração. Bolinhas massageadoras completam a tarefa trabalhando a musculatura local.

Os cuidados devem começar na infância
A genética explica em parte por que algumas pessoas pisam torto ou têm o arco do pé mais ou menos proeminente. Mas o estilo de vida e os estímulos contam muito nessa história — desde a infância! Um bom exemplo disso é o pé chato, situação em que o arco do pé, desenhado quando somos crianças, tem uma curvatura muito tímida. Segundo os especialistas, o quadro vem se tornando cada vez mais comum.

“Hoje as crianças brincam menos tempo descalças e usam calçados antes mesmo de começar a andar, o que prejudica o desenvolvimento natural dos pés”, avalia o professor. Uma das recomendações para prevenir ou corrigir o pé chato da infância é andar descalço na areia, no gramado, em casa…

Estímulos de mais ou de menos também impactam a vida adulta. O uso constante de saltos altos, calçados inadequados e o do próprio sedentarismo tendem a repercutir nos nossos pilares de sustentação, explicando a presença de dores, fadiga e outros chabus que não se restringem aos pés. Como dá para perceber, hábitos e escolhas diárias fazem total diferença.

Estar ciente disso é importante para as próximas escolhas na loja de tênis e sapatos — especialmente se você já tem algum incômodo ou problema ao pisar. “Mas nem sempre o calçado, por mais caro que seja, vai resolver as coisas”, adverte Serrão. 

Por baixo de tudo
O arco plantar, que dá a curvatura da sola, termina de se desenvolver aos 12 anos de idade e atua como um amortecedor. Toda vez que pisamos no chão, a curva se deforma para distribuir melhor a carga pelo resto do aparelho locomotor. Da mesma maneira que ocorre com a pisada, alterações extremas aqui são prejudiciais. A estrutura tende a sofrer com o avançar da idade e por influência de outros fatores, como excesso de peso.

 


Fonte: Saúde
Edição: F.C.



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