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Como controlar o seu tempo de uso das redes sociais?

Todo mundo usa mais do que seria saudável, diz especialista da Unifesp.

Publicada em: 06/06/2018



A maior parte das pessoas usa as redes sociais de modo normal —ou pelo menos o que consideramos normal atualmente. Além dessa fatia, há, em menor proporção, quem abuse da utilização das mídias sociais e, por fim, uma quantidade menor de gente que é realmente dependente. “Se você pensa em como controlar, já está se intuindo que há um exagero”, diz Aderbal Vieira Junior, coordenador do ambulatório de dependência de comportamentos do Proad/Unifesp (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes).

A faixa dos abusadores poderia ser caracterizada por pessoas que costumam ficar dando olhadinhas constantes nas redes ou têm o costume de postar constantemente tudo que está acontecendo, pratos que estão comendo e outros #dehoje/#sobrehoje do tipo.

Para essas pessoas que estão sentindo o exagero, uma dica é delimitar um momento do dia para o uso das redes sociais. “Você não toma um pouquinho de banho o tempo inteiro. Tem um momento da sua rotina que você separa para o banho”, compara Vieira Junior.

É nesse momento específico escolhido dentro do dia —como ao chegar em casa depois do trabalho ou da escola— que você poderia se atualizar com as postagens dos amigos, postar a foto da feijoada que comeu mais cedo e distribuir joinhas e corações.

Mas como é possível identificar com maior precisão que há uma situação de abuso ou até mesmo de dependência?

Em primeiro lugar, provavelmente todo mundo usa as redes sociais um pouco mais do que seria aconselhável, diz o especialista da Unifesp. Contudo, três são os pontos que podem auxiliar na percepção de um problema um pouco mais sério.

1. A sensação de falta de escolha - No meio de um filme ou de uma atividade, a sua mão fica coçando para pegar o celular e se atualizar sobre o que está acontecendo na vida de todo mundo
2. Prejuízo na vida - Quem dirige, trabalha e até conversa com amigos olhando e atualizando as redes
3. Limitação existencial - A pessoa se torna cada vez mais focada naquela rede e sua vivência em outros ambientes se torna mais pobre

Essas características são mais leves em abusadores, mas podem se tornar cada vez mais pronunciadas se nada for feito. Vieira Junior diz que, além da quantidade, valeria a pena as pessoas irem um pouco mais fundo e começar a se questionar sobre a qualidade do que postam e do que fazem nas redes sociais.

“Quanto, de fato, isso é importante? Talvez ligar para o seu amigo seja mais interessante do que dar um joinha e achar que com isso você está cultivando a amizade.”


Fonte: Folha de S. Paulo
Edição: F.C.



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